21 de julho de 2009

Farrazine # 12



A vida é cheia de surpresas, que, parece, nunca param de vir. Dessa vez dona Bete, nossa colega falecida, apareceu pra trabalhar. Sisuda como sempre e recendendo a enxofre. De leve, porque aquela colônia que ela usa é forte. Usávamos visitas breves à mesa de dona Bete para desentupir as vias nasais, quando não tínhamos medo de aparecer por lá. O que, se me lembro bem, nunca aconteceu. É, era lorota. Desculpe. Sempre tivemos medo dela. Era professora. Das antigas. E, se eu disser que essa foi a menor de nossas surpresas, você provavelmente iria fechar a cara e pensar: “Lorota, de novo. Só pode.” Pior que não.

Tivemos surpresas magistrais. Megalíticas. Descomunais. Otorrinolaringologísticas. Quando o Negrito saiu avisando que ia entrevisar Eduardo Risso, por exemplo, erguemos uma sobrancelha incrédula (o que foi difícil… sabe quanta coordenação um grupo tem que ter pra erguer uma única sobrancelha incrédula?) e não esperamos muito. Não é que saiu? E não é que o cara é simpático? Nos entusiasmamos, certos de que essa era a maior surpresa que teríamos nessa edição. E não é que Ricardo aparece com uma entrevista inédita, exclusiva, com Maurício de Souza, pai da Mônica e também do Cebolinha, do Cascão, do Astronauta, do Horácio… ??!? Abrimos um bico de surpresa (outro feito difícil), e, entusiasmados, nos pusemos a diagramar o que havia de excelente e inédito, e teocrático e paralelepípedo. Wilton Pacheco aparece com um quadrinho inédito pra nós. Arregalamos os olhos (todos) e ensaiamos uns passinhos de charleston.

Como ninguém mais dança charleston, não conseguimos grande coisa. Depois vieram mais coisas. Textos incríveis, contos, a torto e a direito. Resenhas críticas de todas as aparições do Justiceiro nos cinemas. (!) Tripulação diferente em Jornada nas Estrelas (o clássico). (!!) Tirinhas de FARRATOWN. (!!!) Aí, alguém lembrou: Batman faz 70 anos. E o Ricardo veio com um texto (em quadrinhos!) sobre isso. Depois mais um texto. Tivemos que ir buscar nosso queixo no chão. Um de plástico, que mantemos na redação para ocasiões como essas e deixamos cair em momentos de incredulidade. E aí vários de nós resolveram fazer pinups do Batman, fazendo dessa edição uma das mais iconográficas de todos os tempos. Incomparável. Indescritível. Irredimível. Irrestrita. Insuportá… não, isso não. Está demais, essa edição.

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