24 de março de 2009

A Questão (Primeira parte)


Eu acordo às 6 da tarde, os céus continuam tomados pela poluição, os filhos da minha vizinha do prédio ao lado gritam. Ninguém sabe, mas quando eles vão para a escola, ela tem relações com o seu vizinho de baixo, um pequeno vendedor de drogas, que de vez em quando me provém informações valiosas. Ao ver que ninguém está me olhando eu decido sair de casa.
Quando caminho nas ruas, eu sou um ninguém, sou apenas mais um entre vocês, eu vejo a imundíce, vejo a decadência de nossa sociedade, vejo todo mal que há ao meu redor. Eu já tentei viver uma vida normal sabia ? Mas para mim é impossível, ficar quieto sem fazer nada, o rosto que as pessoas vêm é mais um, é apenas mais uma questão entre bilhões. Mas, quando coloco minha máscara eu revelo meu verdadeiro rosto, o rosto da verdade. Caminho até um dos bares mais populares de Gotham. Na noite escura, todos eles estão lá, criminosos, violentadores de corpos, violentadores de almas, assassinos, traficantes. Um deles me interessa, seu nome é John Malone, ele traficava drogas e já foi um dos maiores criminosos de Gotham. O Batman o pegou, mas ele fez um acordo com a justiça e está preparado para sair daqui há 2 dias do país. Ele apenas veio aqui para pegar o que sobrou de seu dinheiro. Quando eu entro no bar,o ar muda.
John - Mas...
Seu rosto apavorado vale cada noite mal dormida descobrindo e planejando esse momento. Eu sei tudo sobre ele, os seguranças tentam reagir, mas com poucos movimentos os deixo inconscientes.
Questão -Olá John como vai ?
John - Olha cara, eu não ando fazendo nada demais...
Questão - John,meu caro John.... eu só quero saber algumas coisas. Eu sei que você fez um acordo e que apenas veio pegar algum dinheiro das drogas, antes de sair para fora do pais.
John - Bom se você sabe tudo isso,  porque está falando comigo ?
Questão - O que eu quero saber John, é qual foi o motivo pelo qual eles fizeram um acordo com você ?
John - Foi para contar dos meus negócios
Questão - John isso é o que contam para as massas. O que eu quero saber é qual foi realmente o acordo ?
John – Cara ! Eu não posso falar, eu...
Ele começa a suar como um porco. Eu consigo ver que ele está com medo. Devo o fazer ter mais medo de mim do que deles.
Questão - Me diga john, você é canhoto não é ?
John-sim, mas o que tem haver tudo isso?
Eu pego o braço direito dele e o quebro. Ele começa gritar
John - Por favor, eles são da pesada, eu fiz um acordo, por favor...
Questão - Você não fez um acordo comigo, e é comigo que você tem que se preocupar agora. Eu quebrei o braço que você não precisa usar, mas se não me contar, eu vou fazer com que você nunca mais possa usar nenhum dos seus braços... quem sabe, também as suas pernas.
John - Tá bom, eu falo
Eu o arrasto para fora do bar, em alguns minutos talvez a polícia venha aqui. Eu estou contando com isso. Eu quebro suas penas, e deixo seu braço esquerdo intacto como prometi.
Questão - Me conte
John - Olha é uma coisa da pesada... Eu ajudei eles a transportarem várias coisas em segredo com o que tinha sobrado da minha influência. Não é só isso... Eles planejam algo grande. Alguém colocou a cabeça de uma mulher a prêmio.
Questão - Qual o nome dela?
John – Tália, filha de tal de Rãs...Mas não tenho idéia  de quem sejam eles. Só sei que algo grande vai acontecer
Questão – Obrigado. Foi muito esclarecedor.
John - Me tire daqui
Questão - A policia pode tirar você daí.
Eu saio de lá e deixo os criminosos brincarem de drogas e pornografia infantil. Eu tenho coisas mais perigosas a resolver. Não foi difícil rastrear Tália. Ela sempre foi uma esbanjadora de dinheiro. Ela tem vários guarda costas, nenhum meta humano. Meta humanos atraem muita atenção. Agências do governo costumam monitorar quase todos os independentes.
Tem alguns seguranças lá fora, nada de muito especial. Consigo deixar eles inconscientes, Tenho 30 minutos antes que descubram minha presença através sistemas de segurança e que os guardas acordem. Eles não são criminosos, são seguranças particulares. Eu não irei machucá-los muito, a não ser que seja realmente preciso. Eu entro pela janela, ela está no banho com a porta aberta eu entro e ofereço a toalha a ela.
Questão - Venha temos que conversar
Ela praticamente me ignora e começa a se enxugar. Seu corpo é perfeito, ela consegue fazer meu sangue ferver, ainda bem que a minha mascara é incapaz de revelar qualquer expressão facial. Para ela sou um homem sem rosto.
Tália - Então, o que você quer ?
Questão - Eu soube que tentaram matar você
Tália - As notícias voam rápido
Questão - É voam, eu tenho uma proposta a você. Eu posso ajudar você a não ser morta..
Tália - E em troca?
Questão - Quero apenas saber quem está por trás
Tália - Felizmente não preciso da sua ajuda
Questão - É o que você acha, mas logo vai precisar.
Rapidamente entra um homem de grande porte. Seu nome é Bane. Na época que ele usava o veneno, ele possuía agilidade e força quase sobre humana. Hoje ele ainda continua bastante forte, mas não como no passado. Ele se tornou lento. Eu tenho vantagem de ser mais ágil e rápido que ele, mas ele tem a força bruta. Ele me observa e me ignorando conversa com Tália.
Bane - Devo tirar ele daqui Senhorita ?
Tália - Não, o deixe, acho que ele estava indo embora, ou gostaria de jantar conosco ?
Eu fito em seus olhos, tentando disfarçar meus olhos fitando seu corpo. Me lembro que ela é uma assassina fria, assim como seu pai e tudo parece ficar mais calmo, na verdade sinto repudio dela.
Questão - Eu estou indo
Tália - Como encontro você ?
Questão - Não se preocupe Tália. Eu acho você.
Eu saio pela janela e sumo na escuridão. A visita à Tália não foi muito produtiva. Caminho nas sombras quando vejo algo peculiar, posso escutar a conversa que se passa embaixo, em mais um beco escuro da cidade.
Moleque - Por favor, moça, eu não fiz nada.
Caçadora - Você violentou uma garota. Agora calhorda vai pagar, não adianta tentar fugir.
Moleque - Não fui eu, eu juro.
Caçadora - Ela disse que foi você, e isso basta para mim
Ela vai atirar nele com sua besta. Provavelmente a flecha vai acertar em um ponto aonde ele continuará vivo, mas provocará imensa dor. Eu pulo em cima dela a fazendo cair no chão.
Caçadora – Questão, porque você o deixou fugir ? Seu idiota !
Ela me ataca, ela é rápida, seus movimentos são fortes, porém ela não economiza energia. Ela gasta demais, exagera nos movimentos para mostrar a quão boa ela é.
Questão - Caçadora aquele homem era inocente.
Caçadora - Como você sabe ?
Ela continua me atacando enquanto falo
Questão - Ontem ele terminou com a namorada dele. Ela ao ver isso, o acusou de violentá-la hoje na policia, porém o exame médico mostrou que ela não sofreu nenhum tipo de violência.
Caçadora - Como você sabe isso ?
Questão - Eu ando acompanhando o caso. Sabia que talvez você fosse atacá-lo pelo fato da garota que o acusou ser sua aluna. Você o atacou antes de darem o resultado do exame ao público.
Caçadora - Você anda me vigiando ?
Ela fita meus olhos, como se fosse uma pergunta, mas não sobre se eu a observava, mas porque eu a observava. Essa é uma questão que eu não quero responder.
Questão - Não se sinta lisonjeada. Eu vigio todo mundo
Caçadora - Sei...
Ela da um sorriso de canto. É meio difícil a ver sorrir.
Questão -Como anda as coisas ?
Caçadora - As mesmas de sempre
Questão - Você continua...
Caçadora - Corte o papo furado e me diga por que você realmente veio aqui ?
Questão - Tenho uma informação que algo grande vai acontecer, mas possui envolvimento com o governo. Coisas assim Batman não costuma observar. Além do mais odeio trabalhar com ele.
Caçadora - Então você me chamou ? Quer dizer que o grande Questão precisa de ajuda ?
Questão - Não exatamente ajuda, preciso coletar mais informações e sei que você pode ser eficiente nisso. Além do mais, sei que você adora ação.
Caçadora - É eu adoro bom tenho que terminar minha ronda.
Ela acerta o gancho em cima do telhado e começa a perambular pelos telhados dos prédios. Ela me faz lembrar os velhos tempos. Vou onde meu carro que está escondido. Eu o ligo. Quando percebo uma bomba automática nele. Coisa do governo. Tecnologia alienígena misturada com a nossa. Eu tenho poucos segundos para sair, quando o carro explode. Alguém está tentando impedir que eu descubra a verdade, mas eu saciarei as minhas questões.
 Continua...