25 de março de 2008

Organização X - 3

Arte : Mosca



Organização X
Arco 1: Admirável Mundo Mutante Novo
Parte 3 de 4 – Diamante mutante

Máquinas potentes escavam a terra, enquanto milhares de homens vão limpando a terra removida. Eles estão tão sujos que só dá para perceber as partes brancas dos olhos.

“Impressionante não?” O casal, que até o presente momento olhava a cena pela janela da sala refirgerada, se vira para o homem de voz rouca. “Vocês devem ser os Tusamiro...”

“Tsumaryu” Responde o ‘marido’ inclinando levemente a cabeça, como dita a etiqueta oriental. “E o senhor deve ser o senhor Nashion...”

“Eu mesmo, Rodrigues Nashion...” Um homem de olhos azuis cabelos e pele negra sorri. “Dono da mineradora Whitney, a maior exportadora de diamantes do mundo. Mas a pergunta é: Em que vocês podem me ajudar? Estão dispostos a me livrar de alguns ratos no meu porão?”

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Na África do Sul conta-se a história que por volta de 1866, um menino estava brincando na fazenda de seu pai, perto de Hopetown, quando achou uma linda pedra. Um vizinho quis comprá-la, mas a família não achou que a pedra tivesse valor e acabou dando-a, em vez de vendê-la. A linda pedra era o diamante Eureka, de 21,25 quilates, que causou a corrida do diamante em Kimberley. Três anos depois, o mesmo vizinho teve sorte novamente, mas dessa vez ele achou uma pedra maior, com 83,5 quilates, que mais tarde foi chamada de Estrela da África do Sul.

Ao longo dos anos houve uma imensa briga para saber a quem pertenciam as terras ricas em minérios. Grandes indústrias, poderosas famílias, países, Organizações Não-Governamentais, e grupos anônimos lutaram, por meio de guerras, política, e acordos econômicos e financeiros para possuir a maior jazida de minério que existe. Foi somente no fim do sistema Apartheid, nos anos 90 que misteriosamente as jazidas de diamante e demais minérios foram divididas. A maior jazida ficou com a família Nashion que fundou a mineradora Whitney.

Que influencia e que poder levou a este fato continua sendo motivo de pergunta para a maioria das pessoas que criam teorias de conspiração.

Entre destas está a teoria que a família Nashion tem um acordo com uma raça alienígena que ajudou a controlar a mentes dos concorrentes, e que o próprio Alecssander Nashion teria se casado a uma alienígena que assumiu a identidade de uma moça latina e que juntos eles conceberam o único herdeiro, e agora dono, da Whitney, Rodrigues Nashion.

É claro que se qualquer pessoa perguntar isso a Rodrigues ele vai rir ate não poder mais, depois vai dizer que você está bêbado ou não está tomando seus medicamentos de forma correta. Mas nunca pergunte a ele como a família conseguiu a maior jazida de diamantes do mundo. A ultima pessoa que o fez foi para no hospital e ficou em coma por três anos antes de morrer.

Mas apesar de tudo e de poder tudo o jovem Nashion é uma pessoa extremante solidária, apesar de todo dinheiro, de todas as mulher, de todas liberdade... Eu já falei de todo dinheiro?

“O senhor não parece bem...”

A voz é doce e gentil e de certa forma, apesar dessa mulher ter a idade de ser usa irmã, ela ocupa mais o lugar de mãe.

“Eu não estou bem Stra Newsman...” Rodrigues Nashion fala olhando o céu estrelado da África do Sul. “Se lembra que eu falei que eu sinto que cada passo meu está sendo observado?”

A mulher negra se aproxima colocando a mão no ombro dele. “Sim, você me fala isso desde o dia que me contratou, mas como eu já disse deve ser estresse de todo o trabalho e...”

“Hoje” Ele fala interrompendo-a “Eu... chegou o casal que eu contratei para investigar meus computadores... Um casal mestiço, ele era japonês e ela tinha um sotaque meio australiano... Ficavam juntos o tempo todo, muitos unidos, mas... Eu não sei tinha algo errado...”

“O que poderia ser?”

“Eles eram unidos, pareciam... irmãos e não marido e mulher... Eu não sei talvez seja por que não conseguia tirar os olhos... Você sabe...”

“Você quer a minha opinião sincera?” Ela o vê balançando a cabeça afirmativamente e responde. “Talvez você tenha visto o que você queria ver... Se sentiu atraído e então quis dar um motivo para que sua atração não fosse em vão.”

“Possivelmente...”

“E quando você vai encontrar o objeto de seu interesse novamente?”

“Amanhã eu tenho um almoço com os dois... Pelo menos eu vou poder ficar olhando.” O telefone celular de Rodrigues toca fazendo Beatriz Newsman perceber que já estava na hora de se recolher e deixar o seu chefe continuar tratando dos negócios.

“Nashion falando... Sim eu contratei alguém de fora... Porque eu não confio em vocês, eu não sei qual tipo de relacionamento meu pai tinha com a sua fundação, mas eu não... Porque eu sei a verdade... Eu sei que vocês mataram eles!”

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Restaurante Diamante Eureka

Ele não conseguiu dormir, a ultima frase dita continuava martelando na cabeça dele: “Se você está tão infeliz que escolheu morrer, poderia ter falado isso há alguns anos atrás, eu teria o prazer de matar você junto com seus pais.”

Onde foi que seu pai se meteu? Ele ainda não era vivo quando Alecssander começou a enriquecer e tinha somente 16 quando a Whitney foi formada. Mas ele se lembra das discussões que seus pais tinham sobre a tal fundação, todas sempre acabavam da mesma maneira, Alecssander abraçando a esposa dizendo que não ia deixar nada de mal acontecer a ela.

Então ela abria o sorriso mais lindo do mundo e dizia que sabia disso, e que o amava, e que amava o filho deles. Mas que tinha medo que tanto seu marido, como seu filho fossem machucados por causa dela, por causa do que ela era... Uma mutante. Rodrigues ainda se lembra a ultima coisa que ela o disse: “Seja feliz do jeito que você é, pois eu e seu pai te amamos você pelo que você é.”

Depois disso, eles saíram e nunca mais voltaram. Acidente de carro, a policia disse, pista escorregadia por causa da chuva, Alecssander dirigindo rápido e possivelmente bêbado, o impacto foi tão forte que eles morreram na hora. O que de certa forma foi bom, já que o carro acabou pegando fogo e os corpos ficaram carbonizados.

Só tinha um pequeno problema: Seu pai não dirigia quando bebia, sua mãe não seria pega de supressa por um acidente, não chovia a 2 meses já que estava na época das secas, a estrada estava totalmente fora do itinerário deles e seu pai nunca chegou ao jantar de negócios. Ta bom talvez sejam vários pequenos problemas ignorados pela policia.

“Você é sempre tão pensativo assim ou está tentando ignorar a minha companhia?” Nashion sai dos seus pensamentos e observa o Sr Tsumaryu que estava sozinho “Eu sei que não sou tão bonito quando a minha esposa, nem são tão atraente, ou rabugento, mal criado e... Ai” Ele fala levando a mão a orelha. “Não precisava fazer isso...”

“Não precisava fazer o que?” Nashion pergunta.

“Er... Me ignorar... Isso!... É muito feio ignorar...”

Alguns segundos se passam em silencio antes de Tsumaryu se sentar. “Desculpe a demora, sei que todo mundo pensa que todos os japoneses são pontuais... eu não sou.”

“Não... Eu... Eu que cheguei cedo demais... Precisava respirar.”

“Respirar é bom... É o que eu sempre digo, o que seria de nós sem a respiração não?” Ele dá a minha gargalhada que logo em seguido é acompanhado por um sorriso discreto de Nashion.

“O senhor é engraçado...”

O japonês para de rir e olha descrente para o homem a sua frente. “É sério?!... É o que eu vivo falando, mas a maioria não endente meu senso de humor... Talvez o Adam...”

“Adam?...”

“Er... Velho amigo... Mas mudando de assunto, vamos falar de negócios?”

“Onde está sua esposa?”

“Ah... Ela... Sabe como é mulher... Não vive sem umas comprinhas básicas... E a minha então é uma gastadeira de mão cheia... AI!” Ele observa o olhar desconfiado e assustado de Nashion e dá um sorriso sem-graça. “Ai... é amor em japonês... Ela é minha chibi sakura... minha koiishi... O que seria de mim sem ela.”

“Então você realmente a ama?”

“Bem...”

“Eu invejo você... Ter alguém pra quem voltar, ter um abraço quente no meio da noite, ter alguém a quem amar...”

“É... Mas é melhor falarmos de negócios... Quer que eu explique no seu idioma ou quer que eu banque o metido e fale um bando de palavras confusas e desconexas?”

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“Gastateira?!... Ele não tinha outra coisa para falar não?” A “Sra Tsumyru” fala iritada. “Aquele japonês ta pedindo por uma boa surra... OUVIU ISSO SEIYA?!” Ela fala, ou grita no caso, aproximando o microfone ainda mais da boca.

Pela tela do computador e pelo fone de ouvido ele ouve a resposta que seu falso marido dá.

“Me lembra de ensinar algumas cantadas para você quando a gente voltar pra Grécia, por que se é assim que você paquera uma mulher você ta ferrado japonês.”

“Eu acho que isso não é hora para falar disso, Ave-de-luz...” Beatris Newsmans responde também olhando para o computador.

“Eu sei, Passaro Negro... Eu sei... Mas você está certa. Nashion ta começando a confiar em Hacker... Ele confia muito facilmente nas pessoas.”

“Solidão faz isso... E o coitado é a pessoa mais solitária que eu já conheço... tadinho...”

“Quem ouvir você falar assim vai pensar que você ta apaixonada...”

“Por Nashion?... Deus me livre e guarde... Isso sim que seria amor impossível...”

“Mas impossível que a queda que você teve pelo Hacker?”

“Ei o Haker não era impossível! Eu só não consigo compartilhar as minhas coisas!”

Ambas ficam quietas ao ouvirem o barulho de tiros.

“HACKER!!!” As duas gritam juntas

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Rodrigues não sabe o que aconteceu, num minuto está conversando animadamente, no outro está escondido, atrás da mesa, de uma chuva de balas. Depois disso percebe o corpo do sr Tsumaryu em cima do dele, o protegendo, apesar de tudo não pode evitar o surgimento de uma leve coloração vermelha no rosto dele.

“Ave-de-luz! Pássaro-negro! Preciso de cobertura agora!” Rodrigues ouve o japonês falando, mas com quem ele está falando?

Como se atendendo as súplicas dele, um raio de luz acerta diretamente o carro o fazendo explodir, os homens que estava atirando são derrubados por um grito poderoso que ecoa por todos os cantos.

E como começou, os tiros terminam, deixando um perplexo Rodrigues. Ele sente o peso do corpo que o protegia sair de cima do seu e ao olha para três vê sua emprega Beatriz e a sra Tsumuryu vestindo roupas... Não uniformes.

“Mas o que?...”

Hacker estende a mão para ajudá-lo a se levantar. “Acredite, temos uma explicação muito lógica para isso.”

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“E vocês chamam isso de explicação lógica?” Rodrigues olha para os três. Já não basta ele ter sofrido um atentado, ter sido arrastado até uma ‘base secreta’, ainda tem que ouvir o papo de uma fundação maligna que quer acabar com a raça mutante usando a empresa que o pai dele fundou?... Isso é o que? História em quadrinho ou uma fanfic de péssima qualidade?

“Na verdade eles não falaram da parte que a Beatriz estar te vigiando porque achamos que você estava metido nisso até o nariz.” Fala Ave-de-luz. “Mas olhando agora dá pra perceber que você é um péssimo administrador mesmo”

“Escuta aqui moça!...”

“Escuta aqui você!... Como você pode deixar eles usarem a empresa que seu pai fundou e nem perceber isso?... É estranho não é? Qualquer um acharia que você tem culpa no cartório sim!” Ela fala se aproximando, fazendo Rodrigues se afundar na cadeira em que estava sentado. “Agora o senhor vai nos ajudar ou eu vou quebrar todos os ossos do seu corpo!”

Hacker afasta Ave-de-luz puxando ela pelo braço e em seguida pede pra ser deixado sozinho com Rodrigues Nashion. Ele espera as garotas saírem para puxar uma cadeira e se senta na frente do empresário.

“Ave-de-luz é... temperamental... Mas tem um coração de ouro...” Ele olha profundamente para o homem a sua frente. “Por que tentaram te matar?”

“Meus pais... Eles mataram meus pais... Eu nunca imaginei o porquê, mas agora eu sei... Minha mãe era mutante.”

Hacker olha espantado para ele, em nenhum arquivo ou relatório estava escrito, isso quer dizer que ele também. “Você é mutante?”

“Não, mas sei como vocês se sentem...”

“Como assim?”

“Eu sou gay...” Ele espera para ver a reação de Hacker, afinal ele é Rodrigues Nashion, o solteiro mais cobiça da África do Sul, uma mulher diferente em sua cama todos os dias. Pela menos a aparência ele tinha que manter. “Não te surpreende?”

“Não... Pássaro-negro já tinha falado isso pra gente... Por isso que eu tava tentando me aproximar de você... Sabe, eu estava jogando charme...”

“Então eu não estava enganado? Você realmente estava... Mas e ela?!”

“Ave-de-luz é como uma irmã para mim...”

Rodrigues sorri, quer dizer que ele também... Sem pensar duas vezes Rodrigues puxa Hacker e o beija, fica feliz quando sente que o beijo é retribuído e que Hacker o abraça de leve.

Eles se separam por falta de ar e Rodrigues é o primeiro a falar. “Isso foi apenas para conseguir a informação que você quer?”

Hacker sorri. “Também... E por você ser muito atraente.”

“Em que posso ajudar?”

“Onde fica o computador central da Whitney?”

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“E então minha Sakura, podemos entrar?”

Hacker e Ave-de-luz foram ao lugar indicado por Rodrigues. E não é atoa que Hacker não achava esse lugar, isolado em plena savana, a única entrada se parece com uma cabana da policia. Isso só faz Ave-de-luz ter certeza que, mesmo que Rodrigues seja inocente, alguma coisa ele sabe.

“Você contou pra ele?” Ave-de-luz pergunta tentando pensar em outra coisa.

“O que a quem?”

“Voce sabe...” Mas hacker só dá um sorriso maroto mostrando que não falou nada a respeito. “Ele ta se apaixonando por você, por incrível que pareça... Da mesma forma que Pássaro-negro se apaixonou...” Ele continua em silencio com um sorriso ainda maior. “Sério como você consegue?”

“Humor... Pessoas amam quem consegue faze-las rir!... Vai dizer que o seu doutorzinho não te faz rir?”

“Cala a boca!... Fique aqui e não faça nenhuma gracinha!”

"Eu fazer alguma gracinha... Acha que sou um palhaço?"

"Eu não acho... Tenho certeza..."

Ave-de-luz se afasta de Hacker. Logo o seu corpo começa a irradiar uma luz única e aos poucos ele vai diminuindo e toma a forma de um pássaro com um brilho intenso. Diminuindo a intensidade de seu brilho, voa em direção a entrada, dá uma volta ao redor da construção. Na entrada há apenas um vigia.

Ela voa perto do vigia e aumenta a intensidade do seu brilho ate que ele fique cegante, fazendo com que o vigia não consiga ver nada. Em seguida ela retorna a sua forma humana e de uma das suas mãos sai um raio de luz que o faz desmaiar. "Ave-de-luz para Hacker... Entrada livre." Ela fala pelo comunicador.

Hacker chega à entrada que está fechada com uma tranca eletrônica. Encostando a mão na mesma ele se concentra. Em frações de segundos ela se abre. "Um mecanismo desses chega a ser tedioso para alguém como eu..."

“Alguém metido?”

“Exatamente!”

Eles descem pela escada até chegar a uma sala fortemente protegida, Ave-de-luz olha para tranca eletrônica que está perto deles e pergunta “Acha que daqui já pode entrar no computador?”

“Com os olhos fechados... E quando a você?”

“São apenas dez... Chega a ser injusto com os meninos.”

Hacker toca na tela da tranca e é ‘sugado’ pra dentro da mesma. Usando seus poderes mutantes ele vai pulando de conexão em conexão até chegar ao computador central. Uma vez lá dentro ele percebe duas coisas: Primeiro Pesadelo, Portal e Energia estão acessando um computador na Austrália e estão sendo filmado sem perceber. Segundo espalhar um vírus aqui significaria derrubar boa parte dos computadores da Fundação.

Hacker apenas sorri antes de escrever uma piada para os amigos na Austrália.

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Do lado de fora do computador, Ave-de-luz sorri. “Vocês sabiam que eu queria ter ido pra Austrália? Pelo sotaque vocês podem imaginar o porquê... Mas nãooooooooooooooo, cá estou eu tendo que enfrentar um bando de idiotas que acham que podem me vencer...Então qual vai ser o primeiro?!”

Os homens parecem meio perdidos antes de partirem pra cima da garota. Mas Ave-de-luz apenas ergue uma mão e metade dos homens é derrubado por um golpe de energia. “Bem os que ficarão de pé talvez sejam dignos de lutar comigo.”

Eles tremem, a menina, como eles pensam, é mutante. Mas um deles dá um passo a frente e parte pra cima dela com tudo, com uma mão Sid Potter, se defende com a outra derruba-o no chão.

Ela olha pra frente e sorri com prazer. “Um já foi... Faltam quatro... Próximo!”

Os quatros vão pra cima dela, mas numa seqüência precisa de defesa e ataque ela derruba-os, o único que fica consciente implora com os olhos para ela não o matar. E sem ele perceber o cheiro do próprio mijo se espalha pelo pequeno corredor fazendo Ave-de-luz lançar um olhar de nojo pra cima dele. “Vai embora... Quando você se tornar homem suficiente pra me enfrentar a gente conversa.”

Nesse instante o som de uma espada cortando o ar escoa e de uma fenda no ar surge um ninja segurando uma katana mão.

“Min-sama...” O homem que ia fugindo fala e logo sua cabeça é decepada do resto do corpo.

Min olha para Ave-de-luz, levanta a mascara ninja (deixando só a boca amostra) e lambe a espada com sangue. “O próximo sangue na minha katana, vai ser o seu.” A katana corta mais uma vez o ar, e o ninja desaparece.

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"Prontinho..." Falou Hacker ao sair do computador. “Aproveitei para ajudar Pesadelo e Portal na Austrália... Perdi alguma coisa?" Ele fala com tom irônico ao perceber os guardas caídos aos pés de Ave-de-luz.

"Nada... Só uns idiotas que acharam que podia comigo..."

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Base Africana da Organização X.

“Pronto já avisei a Chris...” Hacker fala entrando na sala de reuniões e encontrando Rodrigues, Ave-de-luz e Pássaro-negro. “Agora eu posso ir pra mima cama?” Ele lança um olhar malicioso sobre Rodrigues que cora.

“Er... Sid, você não disse que ia me ajudar... naquilo?” Pássaro-Nergo fala puxando o braço de Ave-de-luz.

“Ah ta aquilo... Certo... Podia ter inventado uma desculpa melhor... Lincesinha viu...”

Quando elas passam por Hacker este segura o braço de Pássaro-negro, lançando um olhar cheio de duvidas.

“Vocês precisam conversar Seiya... Conta tudo para ele...” Ela fala se aproximando dele na intenção de dar um beijo no rosto, mas Hacker e mais rápido e vira fazendo com seus lábios se encontrem.

“Nós também precisamos conversar...”

“Não... Eu ainda não mudei a minha opinião...” Ela fala saindo da sala. “E já foi muito difícil superar você uma vez.”

As duas saem da sala, o silêncio dura muito pouco.

“Era tudo parte da missão não é?” Rodrigues fala. “Você não é gay.”

“Não... Como eu disse achei você atraente.”

“E vai me dizer que Beatriz é uma travesti?!”

“Não ela é muito mulher... Isso eu posso te garantir” Hacker fala sentando na frente de Rodrigues.

“Então...”

“Eu sou bissexual...”

O silencio volta encobrir a sala e Rodrigues se afasta de Hacker.
“Me desculpa... eu não posso...” Rodrigues fala. “Isso é...”

“Eu sei...” Hacker se levanta. “A Organização X está disposta a te ajudar em troca de informações, Beatriz vai ter passar tudo depois... Agora se me dá licença, eu vou para minha cama... Sozinho.”