11 de março de 2008

Organização X - 1

Arte : Mosca


Organização X
Arco 1: Admirável Mundo Mutante Novo
Parte 1 de 4 – Genética Brasileira


Roberto acordou com dor de cabeça, só pra variar, mas se fosse só isso. Seu corpo dói qualquer movimento dói, respirar dói. Merda por que tem que doer tanto? Por que ele não podia ser como todos os outros jovens da sua idade? Não, ele tinha que nascer com o maldito gen X alterado.

Com muito esforço ele se levanta da cama e observa a imagem da praia de Copacabana, um dia de sol perfeito. Perfeito para ir a praia, perfeito para surfar, perfeito para paquerar. Mas é melhor não se arriscar, da ultima vez que ele foi à praia, bem melhor não lembrar.

Trocar de roupa, pegar o material para a aula, tomar café e falar com pai. Mas onde o renomado biólogo geneticista, Alberto Soares estará?

“Aposto que dentro do laboratório...” Beto respira fundo, ignora o café da manhã e parte para escola. Esse dia não tem como ficar pior, pelo menos é o que ele acha.

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O dia já está quente apesar de estar de manhã cedo, por isso ela utiliza um short curto e uma camiseta, só isso bastaria para chamar a atenção das pessoas, mas fora isso ela tem a humildade de estar encostada na sua Ferrari. Mas se vocês acham que ela está se importando para todos os homens que se viram para olhá-la estão muitos enganados. Seu olhar está fixo na porta do prédio.
Maria Ângela Silva Cavalcanti, Angie, sorri quando vê o jovem Beto Soares sair para escola.

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“Professor Soares?”

Alberto Soares está analisando alguns dados no computador, torcendo que a luz da Universidade Federal do Rio de Janeiro, vulga UFRJ, não falte hoje. Falta pouco, muito pouco, ele pode sentir as peças se encaixarem. Finalmente anos de estudo e pesquisa não terão sido em vão.

“Professor Soares!” Regina, uma das alunas mais brilhantes dele chama pela segunda vez, dessa vez com mais firmeza na voz. Percebendo que o professor está muito envolvido com os estudos (só pra variar um pouco) ela sacode o ombro dele.

“Ahn?... Regina, esta aí há muito tempo?” Ele fala desligando a tela do computador e se virando para a sua aluna.

“Não imagina...” Sorriso falso, alias cabelo loiro falso e lentes de contados para deixar os olhos azuis, tem algo real nessa garota? “Só fiquei preocupada, está correndo o boato que o senhor está a uma semana nesse laboratório, sem sair para nada.” Ela se aproxima dele, fazendo o decote da blusa ficar bem visível e aproximando o máximo possível do rosto do professor. “Precisa de ajuda em alguma coisa?... Precisa de algo?... Posso fazer o que o senhor quiser.”

Ele ficar pálido, depois vermelho. Respirar, precisa lembrar de respirar. “Não será necessário nada senhorita Santos, e tenha certeza que os boatos de estar aqui são um exagero, só fazem... Que dia é hoje mesmo?”

“17 de outubro...”

“Viu só eu estou aqui desde o dia 3 e...” Ele para olha para o calendário a sua frente. “Duas semanas... Duas semanas!... DUAS SEMANAS!!!” Ele começa a percorrer seu laboratório olhando gavetas, calendários, agendas. “As provas tinham que ter sido aplicadas! Corrigidas! A reunião com o reitor! As contas! A parcela do celular do Be...” Ele para olhando uma foto em cima de sua mesa, pegando a foto com lágrimas nos olhos ele respira fundo. “O aniversário de Roberto... Eu perdi o aniversário do meu filho...”

Regina se aproxima dele e o abraça pelas costas. “Não se preocupe profi, ele vai entender. Ele sabe que o pai dele é um homem ocupado... Vai ficar tudo bem.”

Alberto se afasta de sua aluna e pega a foto de sua família. Ele, o filho e a falecida esposa. “Preciso ficar sozinho... Minha pesquisa...”

“Shh, não fale mais nada já entendi...” Regina fala saindo da sala. “Lembre-se que tudo vai ficar bem.” Do lado de fora da sala ela retira um pequeno cd do bolso de sua calça e sorri. “Bem até demais.”

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Quente... Muito quente... Quente demais... Se na primavera essa cidade já está pegando fogo, nem quer imaginar como será no verão. Já podia até ouvir Angie falar: ‘Eu não disse para usar uma roupa mais fresca?’ Mas como ele poderia vestir uma roupa mais fresca se está pilotando uma moto Honda CBR 1100 XX Blackbird e, debaixo da roupa ‘normal’ está o uniforme? Seria melhor ter vindo voando, mas não é pra chamar a atenção.

Ele continua a percorrer velozmente a Linha Vermelha, cortando todos os carros a sua frente, até entrar bruscamente na saída para a UFRJ, próxima parada Centro de Genética, sua missão vigiar e proteger o professor Alberto Soares até o momento do encontro.

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Beto olha mais uma vez o celular que insiste em vibrar, será que o pai ainda não se mancou que ele não quer falar?

Pelo menos agora podia voltar para casa e tomar algum remédio para as dores do corpo. Não pode ser nada muito forte, afinal amanhã ele tem prova de física, por que diabos inventaram a física?

Fora isso o dia ia o mais normal possível. Aulas chatas, os amigos falando besteiras, as garotas de sua turma paquerando os caras mais velhos enquanto ele fica chupando o dedo.

Não que arrumar uma garota fosse difícil, está mais para impossível do jeito que ele é tímido. Mas tudo seria bem mais fácil se Deus fizesse uma garota cair do céu direto para o colo dele, não?

Ele continua no caminho para fora do colégio percebendo uma pequena multidão se formar na porta da escola. Beto consegue passar pelas pessoas e entende o motivo de tudo aquilo. Ali, na porta da sua escola estava com certeza a mulher mais linda que ele já tinha visto na vida e... Aquela Ferrari é dela?

Ele fica parado olhando para aquilo e nem percebe a garota se aproximando dele com um leve sorriso nos lábios.

“Roberto?... Roberto Soares?”

Ele? Ela está falando com ele? O cara com dores no corpo, que não consegue falar com uma garota? “S... Sim...”

“Prazer em conhecer... Eu sou Angie, amiga de seu pai... Sou sua carona hoje.”

Deus existe. Agora o adolescente tem certeza que Ele existe.

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Regina coloca o cd no seu laptop e sorri. Como foi fácil pegá-lo enquanto professor Soares corria de um lado para o outro feito um maluco.

A pesquisa dele, se o resultado fosse o que Soares esperava ia ser uma lástima. Afinal Regina gosta do Brasil, o clima é agradável, as praias são bonitas, as comidas são boas e a música então... Realmente ia ser uma pena acabar com esse país, mas a Fundação não podia deixar um país mutante existir. Tudo bem que já tinha Genosha, mas comparada com o Brasil, àquela ilha é um grão de areia.

O arquivo se abre e o sorriso desaparece. Fotos?! Fotos do maldito filho mutana dele?!

Certo, ela precisa de orientações. Celular, número discado, pessoa atendendo do outro lado.

“Boas noticias, minha linda Regina?” A voz dele parece alegre.

“Senhor Douglas, houve um pequeno problema. O cd que ele carrega para baixo e para cima no jaleco dele... Bem... Não tem dados sobre a pesquisa...” Ela fecha os olhos esperando uma bronca que não vem.

“E o que tem no cd?”

“Fotos do filho dele...”

Ele ri, cada dia está mais convencido que as pessoas podem realmente serem patéticas. “Então só temos uma escolha não é mesmo?... Use os Droides e capture os dois... Se o professor Soares se recusar a dar a pesquisa dele para nós, fale que irá matar o filho.”

“Sim senhor.”

“E Regina... Quando obtiver o que desejamos... Mate os dois.”

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“Ahn... Não que eu esteja reclamando, coisa e tal... Mas para onde a gente ta indo?” Beto pergunta ao perceber que eles estão totalmente fora do caminho para a casa dele.

“Passear.” Ela responde com um sorriso. “Então qual é?”

“Qual é o que?”

“O seu poder mutante?”

Silencio estranho silencio.

Roberto olha fixamente para a mulher que dirige o carro. Como ela? Será que ela é uma daquelas espiãs de filme de ação de raptam o filho do herói para depois fazer ameaças?

Ta bom Beto, volta para Terra.

Em primeiro lugar que espiã utilizaria uma Ferrari? Ia chamar atenção demais. Segundo seu pai não é um herói, é um professor-pesquisador universitário que mal tem onde cair morto. Se não fosse a herança deixada por sua mãe a vida de vocês não seria das melhores. Certo agora que voltamos para realidade e responda a ela.

“Ahn mutantes?... Eu não sei do que você está falando... Tem certeza que pegou o Roberto Soares certo?... Sabe como é tem muitos nomes parecidos nesse país.”

“Tudo bem... Quando chegar a hora certa você me conta. Agora respondendo a sua pergunta, estamos indo para uma pista de vôo clandestina.”

“O que?”

“Sabe como é... Seu pai está para fazer uma grande descoberta, que irá mudar muita coisas, não só nesse país como no mundo.”

“O meu pai?...” O telefone celular dele começa a tocar, ele não reconhece o numero. “Alo?”

“Roberto Soares?” Uma voz metálica pergunta.

“Sou eu...” Ele responde e a linha fica alguns segundos em silencio.

“Localização confirmada...” E o telefone fica mudo.

“Quem era?” Angie pergunta.

“Não sei apenas perguntou se era eu e depois falou localização confirmada.”

“Droids!”

“Isso é ruim?”

Nesse exato momento 6 robôs com aparência humana aparecem voando a cima deles.

“O que você acha?” Angie responde acelerando ainda mais o carro.

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Prof. Soares é um dos maiores pesquisadores de genética, suas teorias e teses têm um alcance mundial. Finalmente ele terminou seu trabalho sobre a genética brasileira e a mutação, patrocinado pelo governo brasileiro. Anos de trabalho e pesquisa finalmente serão recompensados, sua teoria estava errada.

Sua teoria era que, devido a miscigenação de raças do país, a transmissão do gene mutante ia ser facilitada no povo brasileiro. Fazendo com que em um século toda a população fosse de mutantes. Mas ele estava enganado.

Dez anos... Dez anos e a mais de 90% da população brasileira será de mutantes!

"Prof. Soares?" A voz de Regina era doce e calma.

“Regina?!... Como você conseguiu entrar aqui?”

“Portas trancadas não impedem a justiça...” Os dois ficam em silencio alguns minutos. “A sua pesquisa... Eu a quero, ou melhor, sou enviada de um grupo que esta muito interessado nos seus resultados”

“Regina, do que você está falando?”

Regina suspira e se encaminha até a janela, logo em seguida 6 Droids entram na sala esperando ordens. "Por favor, a pesquisa... Ou quer que seu filho mutana sofra nas mãos de maquinas como estas?”

"FIQUEM LOGE DELE!"

“E o que você pode fazer contra os Droids?”

Aos poucos o barulho de metal sendo amassado invade a sala. Regina olha para os robôs e vê dois deles sendo amassados até sobrar apenas duas bolas de metal.

“DNA mutante confirmado... Magneto.” Um dos quatro Droids restantes fala apontando o seu braço transformado em arma para a porta, mas ele não consegue atirar. Todas as peças de junção se separam do seu corpo e ele desmorona em varias peças.

“Detesto quando falam que eu sou Magneto...” Um vulto aprece na porta, flutuando em cima de um de suas mãos estão as peças de junção da maquina desmontada. “O nome Joseph.”

Regina não sabe o que fazer, ela aponta a sua arma para Joseph. “Droids 523 e 522, Acabem com ele!”

Mas Joseph apenas ri, num movimento rápido ele separa as peças metálicas que estavam em sua mão em dois e as atira contra os Droids, destruindo-os.

“Uma dica, criaturas de metal contra alguém que controla o magnetismo não é uma idéia muito inteligente.” Joseph fala se aproximando de Regina. “A arma, por favor.”

Mas ela não ouve e começa a atirar, o que é inútil já que Joseph para as balas no ar. Ele suspira e, usando as peças dos Droids destruídos, prende Regina.

“Você vai fazer um favor para mim: Diga a Fundação que o Prof. Soares só vai entregar seu relatório para o governo... E que depois disso ele e o filho saíram de férias por um longo período.”

“Mas o que...” O professor Soares ainda tenta falar alguma coisa, mas não sabe o que.

“Fique calmo... Esta tudo bem, sou um amigo. Pegue tudo sobre a sua pesquisa e vamos”

"Mas o que você quer comigo? E quem...?" Soares fala enquanto pega tudo referente a sua pesquisa e se espanta quando Joseph destrói o computador dele depois dele pegar as copias do arquivo em cd.

"Uma coisa de cada vez...” Ele fala ‘puxando’ o cientista para fora da sala. “A garota trabalha para uma multinacional anti-mutante conhecida como Fundação..."

O cientista olha assustado para o jovem ao seu lado, ele não acredita naquilo que acaba de ouvir."Fundação?!"
"O senhor com certeza já ouviu falar dos Amigos da Humanidade dos EUA... Pois bem, os eleve a potencia de mil e você terá a mínima noção do que é a Fundação. Como eu disse, eles atuam no mundo todo, mas diferente dos AH, eles preferem se manter em segredo, sem grandes atos públicos... Eu por outro lado trabalho para a Organização X e há um bom tempo estamos monitorando os movimentos da Fundação, fazendo de tudo para impedir que eles consigam eliminar a raça mutante..." Joseph fala já perto da sua moto e dando um capacete para o professor.

Soares sobre na moto, depois pararia para pensar em tudo isso, tem algo mais importante para se preocupar no momento. “Meu filho... Ela ameaçou...”

“Não se preocupe, se filho está em boas mãos.”

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“Certo, em pleno Rio de Janeiro eu preciso de um lugar um pouco espaçoso para me livrar deles... Hum, há muito tempo na vou a Praia de Botafogo... E é o lugar mais perto daqui... Mas antes eu preciso de tempo”

Beto não entende quando um vento forte começa a soprar, entende menos ainda quando percebe que o vento parece formar um ciclone e atinge os Droids empurrando eles para longe.

“Não posso exagerar. Se o vento for muito forte eles vão acabar caindo sobre os prédios... Isso apenas vai fazer eles ficarem desorientados.” Angie fala jogando o carro em cima da ciclovia e estacionando em cima do calçadão.

“Quem é você?” Roberto pergunta ao ver Angie pegar uma bolsa e começar a tirar o short. “Ei o que você pensa que está fazendo?”

“Colocando meu uniforme.” Ela fala colocando a calça e o resto do uniforme. Ela joga um sobre-tudo para ele. “Já ouviu falar em kevlar?... Isso é bem melhor” Ela olha para os Droids que estavam chegando. “Beto se afasta e se possível afasta todo mundo daqui!”

“DNA mutante desconhecido...” Um dos Droids falam com a sua voz metálica.

“Desconhecido?... Então deixe eu me apresentar... eu sou NATUREZA!” Ela fala levantando vôo. “E vocês são apenas ferro velho.”

Natureza voa em direção ao mar, se afastando das ruas. Os Droids atiram com tudo, mas ela consegue se desviar, indo para de trás de um dele ela atira uma bola de fogo, fazendo o robô explodir.

Outros dois se aproximam dela e ela levanta as duas mãos para o ar, duas colunas de água do mar se erguem e ela joga contra os robôs, derrubando-os com tudo na areia. Mas ela não percebe a chegada de outro atrás dela, Beto ainda grita para avisar, porem o Droid acaba a acertando no ombro e ela cai.

Quando o Droid se prepara para atingi-la em cheio, duas mãos seguram os braços dela e a puxam em direção a Beto que estava alguns metros de distancia, então esse era o poder dele. Ele tem o corpo elástico.

“Você está bem, Angie?”

“Sim...” Ela fala se levantando. “Fica perto do carro, isso já vai acabar.”

Ela levanta novamente e sorri. “Oh homem de lata, que tal pegar um tornado de volta para Oz?” Um tornado se forma em volta do Droid que se quebra em várias pequenas partes. “E quando a vocês dois...” A areia da praia se levanta entrando nos robôs que começam a ter convulsões que caem no chão.

Ela voa novamente e pousa no banco do motorista da Ferrari, mal dá tempo de Beto entrar no carro que Natureza dispara com o carro.

“Tipo assim você não acha que a policia vai trás de gente?”

“Bem se eles conseguirem me pegar, têm o direito de me prender... Mas agora vamos, seu pai deve estar preocupado...”

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“Dez anos?!” João Avelar é o vice-presidente do Brasil, ele fica pasmo ao reler pela segunda vez o relatório do professor Soares.

“E só olhar a nossa população atual, são poucos os que não tem mistura genética, isso facilitou o gen mutante.” Alberto Soares explica a Avelar. Eles estão em uma sala perto de uma pista de vôo clandestina, juntos deles estão Maresia, sentando com eles na mesa, e Joseph que não ira seus olhos da janela.

“Se algum outro país souber disso... E só ver os embargos que os EUA impuseram a Genosha... Isso pode acabar de vez conosco!” João Avelar fala.

Maresia que até então estava calado responde. “Talvez, mas a verdade e que os mutantes aos poucos vão aumentando... E a lei da vida, evolução.”

“Ele está certo...” Completa Soares. “A melhor coisa a se fazer é preparar o terreno, estarmos prontos para o que vai acontecer em 10 anos... Mas é claro que quem vai decidir isso e vocês do governo.”

“Mal conseguimos distribuir a renda...”

“Hunf...” Joseph não tira aos olhos da janela. “Vocês nem tentaram e já desistiram realmente se for assim não vai ter jeito.”

A sala fica silenciosa por alguns momentos.

“Levarei isso a Brasília, não se preocupem...”

Mas uma vez o silencio volta a ocupar a sala, silencio quebrado pelo barulho de um carro chegando.

“Chegaram.” Fala Joseph caminhando para o lado de fora, sendo acompanhado pelos outros.

Roberto não pensa duas vezes antes de se jogar nos braços do pai. “Pai!... Fiquei tão preocupado com você.”

“Está tudo bem agora filho... Agora eu vou ter tempo de me dedicar somente a você...”

Natureza se aproxima cumprimentando os outros. “Maresia, muito tempo sem te ver... Vice-presidente é uma honra conhecê-lo... Oi galego.”

“Está atrasada.” Responde Joseph.

“Preocupado comigo?” Ela dá um sorriso malicioso, ao ver a cara de Joseph ela não resiste. “E que eu e Beto paramos num motel... Sabe me deu uma vontade enorme de...”

“haha... To morrendo de rir.”

“Não... Ta morrendo de ciúmes...” Ela se aproxima morde de leve o pescoço dele.

Nesse momento Maresia resolve interromper as boas vindas dos amigos. “Bem, já que tudo está resolvido... Eu mesmo irei levar o Alberto e Roberto para o lugar onde eles vão tirar ‘férias’, já entreguei os novos passaportes para eles... Vice-Presidente, aceita uma carona até Brasília?”

“Sim... Se me dão licença vou embarcando.”

“Passaportes novos?” Roberto pergunta.

“Vocês não podem mais ficar aqui garoto, é perigoso para o seu pai...” Natureza responde. “Mas não se preocupe vocês irão para um lugar seguro, onde seu pai vai poder continuar a fazer as pesquisas dele e você treinar seus poderes mutantes.”

“Obrigado...” Fala Roberto.

“Sim muito obrigado.” Concorda professor Soares.

“Bem é melhor a gente ir...” Fala Maresia se afastando. “Natureza, Joey, falem a Cronos que eu mando o meu oi.”

Joseph e Natureza ficam parados, um ao lado do outro vendo os outros irem embora.

“Fiquei preocupado” Joseph fala sem mover os olhos. “Machucou o ombro?”

Natureza abaixa a cabeça e dá um sorriso. “É... Droids... 6.”

“Hum... Comigo também...”

“Os outros já se comunicaram?”

“Falei com Chris assim que cheguei aqui. Tudo bem.”

“Bom...”

Os dois se olham e sorriem, Joey estica uma das mãos e toca o rosto de Natureza.

“Angie, sobre a noite passada...”

“Se arrependeu?...”

“Não... Mas é que...”

“Ta tudo bem, galego... Digamos que foi um bônus de amizade.” Ela toca suavemente os lábios dele com os dela e se afasta rapidamente. “Um bônus que nunca mais vai acontecer.” Ela se vira e vai na direção a Ferrari. “Mas aposto que ganho de você numa corrida, sua Honda versus a minha Ferrari.”



CONTINUA....